9 MAIO 21h30 | CORVO | Salão Nobre da Câmara Municipal CANCELADO
10 MAIO 21h30 | FLORES | Salão Nobre da C. M. das Lajes CANCELADO
11 MAIO 16h00 | S. MIGUEL | Aud. Luís de Camões | Concerto Pedagógico
12 MAIO 21h30 | SANTA MARIA | Auditório da Biblioteca e Arquivo Municipal de Vila do Porto
Recital de flauta
e vibrafone
Natália Monteiro, flauta transversal
Pedro Carneiro, vibrafone
Programa
José Luís Ferreira
Georg Philipp Telemann
Johann Sebastian Bach
Toru Takemitsu
Astor Piazzolla
Mark Engebretson |
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PEDRO CARNEIRO
Aclamado internacionalmente como um dos mais importantes percussionistas da actualidade, Pedro Carneiro apresenta-se regularmente por toda a Europa, EUA, Japão, Australia e Nova Zelândia. Tocou em estreia absoluta mais de 100 obras e colabora regularmente com músicos prestigiados, como o Quarteto Arditti, com quem levou a palco em primeira audição quintetos para marimba e quarteto de cordas. Pedro Carneiro é frequentemente convidado como solista de diversas orquestras, entre outras, a Los Angeles Philharmonic, Seattle Symphony, Helsinki Philharmonic, Vienna Chamber Orchestra, Swedish Chamber Orchestra, Leipzig Radio Symphony, English Chamber Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a BBC National Orchestra of Wales, com as quais já realizou várias gravações. Actualmente é director artístico da Orquestra de Câmara Portuguesa e da "Orquestra em Residência" no Centro Cultural de Belém em Lisboa. A sua extensa discografia está disponível nas etiquetas, ECM, Zig-Zag Territoires e Rattle, entre outras.
NATÁLIA MONTEIRO
Licenciada em flauta transversal pela Escola Superior de Música de Lisboa, prosseguiu os seus estudos na Guildhall School of Music & Drama onde concluiu o MMus in Music Performance (mestrado), com os professores Averil Williams, Ian Clarke e Samuel Coles. Participou em vários cursos de aperfeiçoamento com os professores Trevor Wye, William Bennett, Vasco Gouveia, Herbert Weissberg, Sophie Cherrier, Patrick Gallois, Rien de Reede, Vicenç Prats, Michael Hasel, Quinteto de Sopros da Orquestra Filarmónica de Berlim, Emmanuel Pahud, Benoît Fromanger, entre outros. Entre 2003 e 2006 foi 1.ª Flauta na Orquestra Filarmonia das Beiras. Actualmente é membro da Orquestra de Câmara Portuguesa e professora do Conservatório de Caldas da Rainha.
José Luís Ferreira nasceu em Lisboa em 1973 tendo-se licenciado em composição em 2001 na Escola Superior de Música de Lisboa. Compôs para diversos tipos de grupo instrumental e vocal com e sem electrónica. A obra Ouverture (You can pay me with Brownies), foi escrita em 2009 para flauta (baixo e piccolo), vibrafone e electrónica em tempo-real. Neste concerto, ouviremos uma versão desta obra sem a electrónica. Segundo a flautista K. Rawdon é uma música que faz referência ao jazz, ao funk, ao rock e à música contemporânea a partir de fragmentos de motivos num frenesim bem humorado.
Georg Philipp Telemann (Magdeburg, 1681 – Hamburg, 1767), organista e compositor, foi contemporâneo de Johann Sebastian Bach ofuscando, à época, o nome deste. Graças a uma enorme facilidade na composição, deixou uma obra abundante quer no género sacro como profano, nomeadamente cantatas, oratórias, missas, óperas e música instrumental de diversos tipos, tendo tido um contributo igualmente importante no campo da edição, do ensino e da teoria da música. Durante a década de 1730 Telemann escreveu 4 conjuntos de fantasias, cada um deles para um instrumento específico: flauta transversal, violino, viola da gamba e instrumentos de tecla. As 12 fantasias para flauta solo são uma obra única no género ao utilizar 12 tonalidades diferentes, lembrando o Cravo Bem-Temperado de J. S. Bach. A sua finalidade pedagógica está ainda presente no emprego de uma grande variedade de ambientes, melodias e ritmos.
Entre 1717 e 1723 Johann Sebastian Bach encontrava-se em Köthen, ao serviço de príncipe Leopold, para onde fora chamado para dirigir a orquestra da corte. O facto de esta professar o calvinismo fazia que não se cultivasse a tradição coral, o que contribuiu para que Bach se voltasse para a composição de obras instrumentais, produzindo algumas das suas obras maiores neste domínio, como foram os Concertos Brandeburgueses, a primeira parte do Cravo Bem Temperado e as Suites Orquestrais. Outras obras instrumentais deste mesmo período foram as 6 sonatas para violino solo, tendo Bach adaptado a segunda destas para cravo. Foi deste arranjo que se fez a adaptação para vibrafone que se vai ouvir neste concerto. O Andanteda Sonata No. 2 em Lá menor encontra-se numa tonalidade maior, nele se destacando uma ampla melodia apoiada discretamente por uma pulsação regular ao longo de todo o andamento.
Toru Takemitsu (Tokyo, 1930 – 1996) foi basicamente um auto-didacta que decidiu enveredar pela composição já em adulto. Primeiramente influenciado pela música de Debussy, foi depois atraído pela música de autores tão diversos como Messiaen e John Cage. Foi através do contacto directo com este último que veio a interessar-se pela música japonesa da qual tinha estado até então afastado. Toward the Sea foi uma encomenda da Greenpeace para a campanha de preservação das baleias. As três partes em que a obra se divide fazem referência à obra de Herman Melville, Moby Dick e foi escrita numa altura em que o compositor regressava ao uso da tonalidade. A melodia, evidenciada nesta obra e noutras da mesma época, foi referida pelo compositor como a canção que gostaria de cantar, “não se tratando de uma mera linha lírica mas de uma narrativa com muitas linhas entrelaçadas.”
Em Histoire du Tango, Astor Piazzolla (Mar del Plata, 1921 - Buenos Aires, 1992) dá-nos a sua história do tango numa sequência de quadros cronológicos que vai da milonga dos bordeis à sua incursão nos cafés de Buenos Aires, passando pela própria contribuição de Piazzolla quando, regressado dos Estados Unidos, que lhe introduziu elementos do jazz, até à versão erudita tocado pelo compositor nas salas de concerto. Nesta obra, originalmente escrita para flauta e guitarra, a parte correspondente à guitarra ouvir-se-á numa transcrição para vibrafone.
Mark Engebretson (California, 1964) é compositor e saxofonista. Estudou nos Estados Unidos e no Conservatório de Bordéus, apresentando-se ao mesmo tempo como saxofonista nos Estados Unidos e na Europa. “Floam” e "Whac-a-mole" são dois duos compostos em 2008 para flauta e percussão. Os títulos destas obras são retirados de um jogo e de um brinquedo com o mesmo nome ao qual a música alude. Nestes duos, em particular em “Floam”, o compositor explora a componente harmónica tentando combinar aspectos mais tradicionais da harmonia com outros mais contemporâneos.
Maria José Artiaga


