4 NOVEMBRO 21h30 | TERCEIRA | Teatro Angrense

6 NOVEMBRO 21h30 | FAIAL | Teatro Faialense


ITINERÁRIO DO SAL
- ÓPERA MULTIMÉDIA

 

 

Miguel Azguime, composição, textos e performance
Paula Azguime, desenho de som, electrónica em tempo real, encenação e vídeo
Perseu Mandillo, realização vídeo e vídeo em tempo real
Violeta Barradas, personal assistant e assistente de palco
André Bartetzki, programação vídeo
Miso Studio, desenvolvimento tecnológico

 

 

 

APRESENTAÇÃO
Itinerário do Sal é o expoente máximo da aliança entre criatividade, tecnologia e inovação nas artes performativas, aliando de forma singular tradição e contemporaneidade, teatro, música e imagem.
Reconhecido por muitos como uma experiência artística indelével, repleta de humor, conduzida pelo virtuosismo da voz, pela subtileza da poesia, pela diversidade sonora, pela intensidade da música e pela qualidade unanimemente reconhecida da interpretação única de Miguel Azguime.
Um "one man show" de qualidade artística e tecnológica superior onde o sonoro, o espaço cénico, o vídeo, as luzes e o movimento concorrem para um espectáculo que eleva a Arte "made in Portugal" à excelência.
Uma aposta num espectáculo original com provas dadas por todo o mundo, que assenta na metáfora do Sal como elemento essencial à vida, à sustentabilidade e como ingrediente único que faz a diferença entre a insipidez e o sabor.
Itinerário do Sal foi premiado no concurso Music Theatre NOW Berlim 2008 na categoria Other Forms beyond Opera e reflete o conceito de nova ópera que partilha com Paula Azguime e ao qual dão o nome de "New Op-Era".

 

SINOPSE
Itinerário do Sal é a concretização de um trabalho de criação sobre a escrita: sobre a escrita musical, sobre a escrita poética, sobre a escrita gestual do músico/actor e da sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento do poeta. Eis, portanto, a simbiose entre a essência da palavra e a evolução do Ser, apresentada na forma de uma nova dramaturgia designada por Ópera Electroacústica.
A primeira parte, aborda a questão da ausência do autor enquanto desdobramento e deslocação da sua personalidade criadora e põe em cena a própria cena.
A segunda parte é dominada pela pesquisa do gesto da escrita interpretado como gesto instrumental e portanto musical. No fundo do gesto de escrever está o som da palavra. A palavra subordinada à vida. A palavra liberta da palavra.
A terceira parte dá corpo à palavra e dá-lhe imagem. A partitura do poema compõe o tempo. Quem se lembra do tempo? Mas é o tempo que se lembra de nós! O criação toma conta do criador e volta a questão da loucura... dos seus limites, da cegueira causada pelo excesso de lucidez, pelo excesso de Ver. É a cegueira do branco que queima, o branco do sal. Na luz, ninguém o vê!
No palco, o compositor e o poeta, juntos, num só, conduz-nos através do seu mundo interior, do seu itinerário pessoal a que chama de Sal - o mesmo Sal que representa a sua resistência, a sua vontade, a sua essência e a sua multiplicidade. O Sal (substância fundamental) que nos surge também como manifestação de conhecimento e de sabor; o itinerário que é decerto o do criador, mas que é também e simultaneamente a imagem e à imagem de tantos outros itinerários, caminhos, trocas, inspirações, demandas...

 

Apoio à criação: DgArtes e DAAD Berliner Künstlerprogramm

 

 

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MIGUEL AZGUIME

Compositor, poeta, percussionista, fundou em 1985 com Paula Azguime o Miso Ensemble.
À sua intensa actividade como poeta, como percussionista e como compositor com mais de 80 obras para as mais diversas formações, instrumentais e/ou vocais, com e sem electrónica, música electroacústica, música para Teatro, Dança e Cinema; vem juntar-se uma constante dedicação na divulgação e fomento das novas linguagens musicais e das relações da música com a tecnologia; destacando-se a fundação da Miso Records, da Miso Music Portugal, do Festival Música Viva, do Miso Studio, mais recentemente do Centro de Informação da Música Portuguesa e do Sond'Ar-te Electric Ensemble que fundou com Paula Azguime. Residente da DAAD em Berlim em 2006, recebe em 2008 o prémio Music Theatre NOW do International Theatre Institut da UNESCO pela sua obra "Itinerário do Sal" que reflecte o conceito de nova ópera que partilha com Paula Azguime e ao qual dão o nome de "New Op-Era".

 

PAULA AZGUIME

Em 1985, fundou com Miguel Azguime o Miso Ensemble, duo de flauta e percussão. Ao longo dos últimos anos tem trabalhado regularmente como artista multimédia, no desenvolvimento de novas linguagens para música encenada.
À sua actividade artística vem juntar-se uma longa dedicação à promoção dos compositores portugueses e ao fomento da música contemporânea tanto a nível nacional como internacional. Neste âmbito tem desenvolvido e multiplicado ao longo dos últimos anos inúmeras acções, muitas pioneiras, destacando-se a criação da editora independente Miso Records, a realização do Festival Internacional MÚSICA VIVA, a criação da Federação Portuguesa de Música Electroacústica / UNESCO, a direcção da Secção Portuguesa da Sociedade Internacional de Música Contemporânea / UNESCO, a criação do Miso Studio, estúdio para o desenvolvimento da música electrónica em tempo real e a fundação em 2002 do Centro de Informação da Música Portuguesa. Paula Azguime cria recentemente com Miguel Azguime um espaço/projecto de criação e reflexão em torno da nova ópera ao qual dão o nome de "New Op-Era".

 

PERSEU MANDILLO

Nasce em Lisboa, em 1984. Iniciou-se na área da realização, em 2001, num curso da New York Film Academy que decorreu na La Femis, Paris. Prosseguiu os seus estudos cinematográficos na Escola Superior de Teatro e Cinema e na London Metropolitan University, onde concluiu em 2006 um BA Honours em Film Studies com um First Class Degree. Em 2007, frequentou o curso de realização organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do PGCCA, leccionado pela dffb de Berlim. Paralelamente, desenvolveu diversos trabalhos cinematográficos e videográficos, tais como anúncios da televisão e o vídeo e a realização da ópera "Itinerário do Sal" (2007/2008), entrevistas filmadas a vários compositores portugueses, documentários e ainda várias curtas de ficção das quais se destacam "Anna" (2005) – Tortoise Movies; "Daphne" (2006) – Tortoise Movies; "A Way for Dacing" (2007) – FCG/dffb. Já em 2008, terminou uma especialização em efeitos visuais para cinema na Escape Studios, Londres e tem focado o seu trabalho em pós-produção para cinema incluindo a criação, animação e integração de conteúdos 3D.

 

MISO ENSEMBLE

O MISO ENSEMBLE tem afirmado desde a sua criação em 1985 uma nova forma de fazer e pensar a música, onde composição e improvisação são os meios utilizados para criar obras musicais distintas e onde a utilização da informática musical em tempo real como complemento e extensão dos instrumentos acústicos tem dado lugar a um trabalho pioneiro de investigação e criação no campo da música electrónica. Além de terem alargado substancialmente o repertório para flauta e percussão, as obras colectivas de Paula e Miguel Azguime estendem-se também à música para o cinema, teatro e dança, bem como à criação de instalações sonoras para exposições de arquitectura, pintura e escultura. Desde 1998 Paula e Miguel Azguime tem desenvolvido várias obras encenadas, criações musicais em torno da palavra, do gesto, da teatralidade da música, da representação plástica dos fenómenos sonoros, numa congregação de elementos e materiais que configuram uma nova forma de projectar e assumir uma percurso inovador para a ópera no séc. XXI.

 

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